Rio de janeiro, 15 de dezembro de 2017

Plataformas Educacionais

Frederico Venturini 

A utilização de plataformas educacionais deixou de ser uma inovação e, atualmente, é condição essencial às instituições de ensino. Nas linhas abaixo, descrevo de forma sucinta o que são as plataformas, seus pontos positivos, negativos e diferentes formas de utilização. 

 Uma plataforma é um ambiente na internet de interação com professores e alunos – podemos definir como uma sala de aula virtual onde temas podem ser apresentados e discutidos. Diferentemente de portais e sites, nas plataformas há interação de todos, inclusive entre os próprios alunos – e até mesmo com a participação dos pais, caso seja essa a estratégia da instituição. Estão disponíveis no mercado plataformas “prontas”, com conteúdo didático, e aquelas totalmente “limpas”, em que a escola insere os conteúdos. 

 O primeiro e mais óbvio motivo da necessidade das plataformas é do conhecimento de todos: nossos alunos nasceram em um mundo digital, muito distante do mundo em que foram educados os professores. A utilização de ferramentas como plataformas nos aproxima dos alunos, tornando as aulas mais atraentes e dinâmicas, próximas do dia a dia dos jovens. Os smartphones, tidos como inimigos no bom andamento da aula e muitas vezes proibidos, podem tornar-se aliados da educação – uma vez que as plataformas são compatíveis com dispositivos móveis.

 São inúmeras as possibilidades na utilização das plataformas: o professor pode disponibilizar vídeos, links, indicar sites, inserir avaliações, recados, indicar textos a serem lidos previamente em casa e discutidos em sala de aula. Essas diferentes possibilidades fazem-me lembrar do meu professor de Biologia, no início dos anos oitenta, e sua caixa de giz colorida, perdendo preciosos minutos de aula para desenhar o citoplasma – tentava criar efeitos tridimensionais e utilizar todas as cores possíveis para facilitar nosso entendimento. 

Professores que já utilizam algum tipo de tecnologia – mesmo que minimamente, como uma aula em power point, por exemplo – terão muita facilidade na utilização das plataformas. Os que ainda resistem aos novos tempos e novas facilidades são a principal barreira na implementação dessa ferramenta nas escolas. A solução é o comprometimento das áreas pedagógicas, muito treinamento e capacitação – identificando os diferentes “níveis tecnológicos” de cada docente e implementando treinamentos específicos para cada grupo. Profissionais habituados às ferramentas podem ser multiplicadores do conhecimento tecnológico. 

 As plataformas não são soluções mágicas para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem; é sabido que tecnologia sem pedagogia, efetivamente, não traz resultados. Entretanto, os tempos de professores como o meu antigo mestre de Biologia se foram: a caixa de giz colorida deve ser substituída pelas Plataformas Educacionais!  

 Frederico Venturini é Diretor Administrativo Financeiro da Educarte Escola e  Tre-Le-Lê Creche Escola 

fredericoventurini@trelele.com.br

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