Rio de janeiro, 12 de dezembro de 2019

Marcus Vinicius Rodrigues é nomeado presidente do Inep, órgão responsável pelo Enem

Fonte: Portal G1


O ex-professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcus Vinicius Rodrigues foi nomeado, nesta terça-feira (22), como presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O órgão, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Rodrigues substitui Maria Inês Fini, que ocupava a presidência do Inep desde 2016.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União e assinada por ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

 Currículo

 e acordo com o currículo registrado no sistema Lattes, Marcus Vinicius Carvalho Rodrigues é executivo, consultor organizacional, palestrante, professor em cursos de pós-graduação (MBA, mestrado e doutorado) e escritor.

É bacharel em engenharia elétrica e eletrônica pela Universidade Federal do Ceará. Em seguida, cursou MBA em administração de empresas na Universidade Corporativa dos Correios. Depois, Rodrigues seguiu para a pós-graduação stricto sensu - tornou-se mestre também em administração (UFMG) e doutor em engenharia de produção (UFRJ).

Até assumir o cargo no Inep, ele era professor adjunto na Fundação Getúlio Vargas e docente visitante no Instituto Universitário de Lisboa.

 Resultado do Enem

 A partir desta terça (22), os participantes do Enem poderão usar a nota do exame para concorrer a vagas em 129 universidades inscritas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo termina na sexta-feira (25).

Também é possível ingressar, com a nota do exame, em instituições do Programa Universidade para Todos (ProUni) e em outras 37 universidades de Portugal.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Enem é a segunda maior prova do tipo no mundo, só perdendo para o "gao kao", prova de admissão ao ensino superior da China, com 9 milhões de candidatos.

 Mudanças no exame

 Em novembro de 2018, já como presidente eleito, Bolsonaro afirmou que, a partir deste ano, ele terá acesso ao conteúdo da prova do Enem antes de o exame ser aplicado.

Na ocasião,disse ter tomado a decisão porque o Enem de 2018 abordou o "pajubá", conjunto de expressões associadas aos gays e aos travestis.

"Esta prova do Enem — vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus —, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?", indagou Bolsonaro na ocasião.

"Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí", acrescentou.

Uma semana antes das declarações de Bolsonaro, Maria Inês Fini afirmou em entrevista ao G1 que o Enem "não é deste ou daquele governo", mas, sim, "do Brasil".

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