ESCOLAS DISCUTEM OBRIGATORIEDADE DE VACINA PARA RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS

Com o avanço da vacinação contra a covid-19 entre os adolescentes no Rio de Janeiro, uma escola particular carioca decidiu tornar obrigatória a imunização para que os alunos frequentem as aulas presenciais.
Na rede pública, a Secretaria Municipal de Saúde descarta pedir o passaporte vacinal. Já na rede privada, a medida não tem consenso.
A escolha por determinar a imunização como critério para o ensino presencial partiu da Escola Americana do Rio de Janeiro, na Gávea, zona sul da cidade. O diretor-geral Nigel J Winnard acredita que é responsabilidade da liderança da unidade de ensino garantir que a comunidade escolar seja mantida em segurança. “A reação da nossa comunidade à decisão da escola foi relativamente tranquila. Vários pais expressaram seus agradecimentos e admiração pelo fato de a escola estar tomando uma postura proativa nessa questão de saúde pública. Embora existam poucas coisas na vida que atraem a concordância universal, sentimos que nossa comunidade como um todo apoia nosso desejo de manter todos os nossos alunos seguros quando estudam juntos no campus”, declarou Winnard.
Os pais que decidirem não vacinar os filhos terão como opção o ensino virtual.
Já a Recreio Christian School, segundo o diretor Gabriel Frozi, é favorável à imunização, mas não à obrigatoriedade para a ida à escola. “Eu acho que é prematuro isso, uma vez que o prefeito ainda não determinou que as escolas façam isso. Se o prefeito, juntamente com a Vigilância Sanitária, e os seus técnicos identificarem que isso é necessário – e se vier, seria bom também uma unificação do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação – eu acho que não tem como não fazer. Mas fazer isso sem que a gente tenha essa obrigatoriedade, eu acho prematuro, por quê? Porque as crianças já estão sofrendo muito esse tempo todo. As crianças são a classe que vem crescendo com um mal que eles não esperavam, não estão entendendo o que está acontecendo”, defendeu.
A Secretaria Municipal de Saúde espera ter todo o público entre 12 e 17 anos vacinado até o meio deste mês de setembro.
No Colégio e Curso pH, que tem várias unidades no Rio, uma campanha é realizada para incentivar que os alunos sigam o calendário da prefeitura. A escola está divulgando as datas e vai flexibilizar avaliações que coincidam, além de elaborar um plano para recuperação dos conteúdos perdidos durante a ida à vacinação ou após possíveis efeitos da aplicação da dose. “Queremos explicar que as vacinas disponibilizadas são seguras e estão autorizadas pelos nossos órgãos de saúde, em especial a Anvisa. É importante evidenciar – para alunos e famílias – a relação entre a vacinação e a proteção coletiva, mostrando como a negação individual pode atingir o coletivo”, apontou Filipe Couto, diretor pedagógico geral do Colégio pH.
A Associação Brasileira de Educação Infantil, representante das instituições que atuam com as crianças até cinco anos, ainda não incluídas no plano de vacinação, aguarda o avanço das discussões. “Não há sinal da própria Anvisa sobre possibilidade ou indicativo de vacinação de crianças abaixo de 12 anos. Asbrei está sempre em consonância com os órgãos de saúde e vigilância sanitária, seguindo à risca todos os protocolos de segurança”, afirmou Daniell Roriz, advogado da entidade.
Fonte: CNN Brasil


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