IBGE DIZ UMA A CADA CINCO ALUNAS DE 13 A 17 JÁ SOFREU VIOLÊNCIA SEXUAL

Entre as alunas brasileiras de 13 a 17 anos, das redes pública e privada, 20% dizem que já sofreram violência sexual em algum momento da vida: foram tocadas, manipuladas ou beijadas contra a própria vontade, ou tiveram partes do corpo expostas sem autorização. No grupo dos meninos, o índice também é preocupante, embora menor: 9%.
A conclusão é da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por meio de amostragem populacional, o órgão distribuiu questionários a jovens do 7º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, com garantia de anonimato nas respostas.
Segundo a pesquisa, o ato de maior gravidade (relação sexual forçada) foi sofrido também com maior frequência pelas estudantes do sexo feminino: 8,8% delas afirmaram que foram vítimas de tal crime. Entre os meninos, o percentual foi de 3,7%.
Os dados refletem uma realidade pré-pandemia. Durante o período de confinamento, as denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes aumentaram, de acordo com especialistas. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) também havia emitido um alerta sobre o maior risco de violência no ambiente doméstico ao longo da quarentena.
Analisando os dados por região, os alunos de 13 a 17 anos dos estados do Norte foram os que mais declararam ter sofrido violência sexual (17,1%).
No Amapá, por exemplo, o índice chegou a 23,9% entre as meninas.
No questionário, os estudantes puderam mencionar um ou mais autores da violência sexual. Quase um terço (29,1%) apontou como agressor o namorado ou namorada.
Em seguida, foram citados: amigos (24,8%), desconhecidos (20,7%) e outros familiares além de pai e mãe (16,4%).
Veja um resumo das principais conclusões da pesquisa do IBGE com estudantes de 13 a 17 anos:
47% afirmaram que já ficaram embriagados;
22,6% já experimentaram cigarro (metade deles com idade inferior a 14 anos);
7,9% das meninas que já tiveram relação sexual engravidaram ao menos uma vez (a incidência é três vezes maior na rede pública);
21,4% dizem que sentem que a 'vida não vale a pena'.
Fonte: portal de notícias G1


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