INEP, MEC E OCDE ANALISAM NOVO FORMATO DO SAEB

O aprimoramento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) foi pauta de workshop realizado há poucos dias. Representantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) participaram do evento on-line promovido pelo Ministério da Educação (MEC), no qual foram debatidos detalhes do estudo “National Assessment Reform: Core Considerations for Brazil”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Técnicos da entidade internacional também participaram do encontro.
O estudo analisa o Saeb a partir de perspectivas internacionais, com foco na melhoria da educação no Brasil. Durante o workshop, foram abordados aspectos estratégicos relacionados aos objetivos do futuro da avaliação, assim como à aplicação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerando a reformulação do sistema. Outro tema debatido foi a maximização dos impactos da avaliação nacional no ensino e na aprendizagem. O relatório do estudo produzido pela OCDE foi apresentado, em julho, ao MEC e ao Inep. Na ocasião, estava presente o presidente do Instituto, Danilo Dupas.
O documento subsidia o grupo de trabalho responsável pela atualização do formato do Saeb. Membros desse colegiado, instituído pelo MEC, também participaram do encontro desta quinta (9), em que foram discutidas algumas das considerações feitas pela OCDE no relatório. O secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Rabelo, destacou a importância do estudo para os trabalhos do grupo. "O documento lança luz sobre o caminhar da avaliação da educação básica no Brasil. Entre outros propósitos, como dar suporte ao alinhamento do Saeb à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e também à atualização do modelo, o grupo foi criado exatamente para analisar e propor soluções para alguns dos aspectos que constam no relatório", disse Rabelo.
O diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, Anderson Oliveira, levantou o debate sobre a execução de avaliações complementares sugeridas no documento, considerando as experiências de outros países. Anderson também ponderou a relevância de o novo formato do Saeb contemplar outras dimensões. "Um dos grandes desafios do modelo a ser construído passa pela quantidade de estudantes e a heterogeneidade dos contextos que eles vivem. No Brasil, a gente tem uma diversidade muito grande. Isso deve ser levado em consideração", pontuou.
Também participaram do encontro os diretores de Avaliação da Educação Superior e de Estudos Educacionais do Inep, Luís Filipe de Miranda Grochocki e Michele Cristina Silva Melo, respectivamente. O debate foi mediado pelo secretário adjunto de educação básica do MEC, Helber Vieira.
Realizado desde 1990 pelo Inep, o Sistema de Avaliação da Educação Básica é uma avaliação em larga escala que oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas educacionais. O Saeb permite que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação praticada no País, a partir de evidências. Por meio de testes e questionários, a avaliação reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes. Esses níveis são descritos em escalas de proficiência para cada uma das áreas e etapas avaliadas. Os resultados de aprendizagem apurados no Saeb, juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, aferidas no Censo Escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).


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