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MEC suspende vestibular e corta vagas em medicina
Quatro cursos de medicina terão vagas reduzidas ou suspensas já a partir do próximo vestibular. As medidas, tomadas pelo Ministério da Educação, atingem a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra, RS), Universidade de Marília (Unimar, SP) e dois campi da Universidade de Iguaçu (Unig, RJ), em Nova Iguaçu e Itaperuna, (RJ). Todas elas apresentaram sérios problemas na infra-estrutura para as aulas práticas de medicina, especialmente nos hospitais.
Essas instituições são parte de um grupo de 17 cursos que tiraram notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) e, por isso, passaram por um processo de supervisão e visitas para análise da estrutura dos cursos. De acordo com o coordenador da comissão de supervisão, Adib Jatene, as quatro apresentaram os problemas mais graves.
A Unimar é uma das instituições que precisará suspender o vestibular até que o hospital destinado ao curso de medicina seja aberto. A instituição tem até 90 dias para ativá-lo.
A Unig, no campus de Itaperuna, também terá que suspender o vestibular ou qualquer outro tipo de ingresso, como transferências. A universidade também apresentou deficiências na parte prática do aprendizado prático e nos estágios a serem cumpridos pelos alunos. Já no outro campus, em Nova Iguaçu, a instituição terá que reduzir de 200 para 150 as vagas totais no ano.
Já a Ulbra irá diminuir de 140 para 130 o número de vagas oferecidas, tanto no vestibular quanto por transferências. O relatório da universidade ressaltou o fato de que a instituição tinha muito mais alunos em medicina do que poderia alcançar com o número de vagas oferecidas no vestibular.
As outras 13 instituições que passaram por supervisão não tiveram, no entender da comissão, problemas tão graves. Na maioria das vezes, são necessárias adaptações do projeto didático-pedagógico e reformulação de laboratórios e bibliotecas. Todas elas terão que assinar, nos próximos 10 dias, termos de saneamento com o MEC. Entre elas, três federais - da Bahia, do Pará e do Amazonas. Para essas, o ministério reservou R$ 8 milhões para as mudanças necessárias. Outra universidade federal, a de Alagoas, foi retirada da supervisão pela comissão porque se considerou que seu processo de adequação estava já em andamento e era adequado.
O ministério não acredita que haverá dificuldades com nenhuma das instituições para assinar os temos de saneamento.
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