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GOVERNO BAIANO APELA À IGREJA PARA NEGOCIAR COM PROFESSORES <BR>
Depois de participar das negociações entre governo da Bahia e policiais militares grevistas, em fevereiro, o arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, foi chamado para tentar apaziguar por fim ao impasse entre a administração estadual e os professores da rede pública baiana, em greve por mais de um mês. Segundo a Arquidiocese de Salvador, Krieger foi convocado pelas duas partes para tentar intermediar um acordo. O arcebispo já se reuniu com o secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, e com diretores do sindicato dos professores. Os dois encontros foram feitos reservadamente. Os professores reivindicam aumento linear de 22,22% nos salários e afirmam que o governo havia concordado, no ano passado, em conceder o reajuste. A administração estadual, porém, elevou os salários da maior parte da categoria em 6,5%, mesmo índice oferecido a todo o funcionalismo público do Estado este ano. Apenas os cerca de 15% dos professores da rede que não têm nível superior - e que ganhavam menos que o piso nacional da categoria (R$ 1.451) - conquistaram o reajuste pleiteado pelos docentes. A Justiça da Bahia declarou a paralisação ilegal, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para a categoria. Além disso, o governo determinou o corte de ponto dos grevistas. Os professores, porém, mantêm a paralisação e ocupam, desde o dia 19 de abril, o saguão da Assembleia Legislativa. Cerca de 1,1 milhão de estudantes são afetados pela paralisação. A Secretaria de Educação informou que já planejou um calendário de reposição das aulas. Fonte: IG Educação
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