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MESMO COM CATÁSTROFES, RIO GRANDE DO SUL TEVE A MELHOR EVOLUÇÃO NO IDEB
EM MEIO A GRANDES TRAGÉDIAS, IDEB AVANÇA EM TODAS AS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO RS De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Sul passou de 6 para 6,3 nos anos iniciais e de 4,9 para 5,4 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,2 para 4,9. Na rede pública do estado, o resultado foi muito expressivo: passou de 5,8 para 6,1 nos anos iniciais; de 4,7 para 5,2 nos anos finais; e de 3,9 para 4,7 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. “Os resultados revelam que o Rio Grande do Sul teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Inovação e esforço para obter a melhor evolução do Ideb do ensino médio Para atingir esse expressivo resultado em meio a tantas tragédias climáticas sucessivas, um esforço concentrado do governo do Rio Grande do Sul mobilizou diversas secretarias de estado e organizações. Um bom exemplo foi a implementação do programa Universitário do Amanhã, realizado através de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social do RS e o Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS), que forneceu gratuitamente aos estudantes da rede pública um curso digital intensivo de reforço e apoio pedagógico focado na preparação para o Enem e que se tornou um aliado importante nesta cruzada de superação e que culminou com o bom desempenho do Ideb. O programa é destinado a alunos do ensino médio e egressos da rede pública, oferecendo preparação dirigida para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “O estado do Rio Grande do Sul registrou na rede pública a maior evolução do Ensino Médio no Ideb no Brasil e, neste contexto, o Universitário do Amanhã tornou-se uma iniciativa fundamental em apoio aos estudantes ao longo de suas trajetórias rumo ao ensino superior, com foco naqueles em situação de vulnerabilidade social. Nós participamos com muita satisfação do “pool” que viabilizou o Curso Digital Intensivo Enem e que vem sendo disponibilizado com muito sucesso aos estudantes gaúchos”, destaca o Prof. João Mesquita, diretor do Colégio 24 Horas.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática, um desafio nacional Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Sul passou de 218,40, em 2023, para 222,25 pontos, em 2025; e em matemática, de 229,02 para 234,94. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 265,09 para 273,41, e em matemática, de 261,98 para 271,58. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 286,15 para 297,09; e em matemática, de 281,17 para 291,53. "O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini. O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional. Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
(Fontes: Portal MEC e G1)
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