ENSINO DE HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA AINDA É UM DESAFIO

Rodas de conversa, exposições e outras atividades para discutir o racismo fazem parte da rotina de uma escola municipal de Camaçari (BA), mas não é assim em todo o país. A realização de atividades antirracistas extracurriculares está em queda nos colégios do Brasil. Levantamento inédito obtido pelo g1 que detalha a situação nos estados aponta que o cenário é mais crítico no Piauí, Roraima, Amazonas, Maranhão e Amapá.
Os números que mostram o retrocesso são divulgados justamente no ano em que a lei que obriga o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira completa 20 anos. O recuo não significa que livros e professores estejam ignorando o tema, já que não há instrumentos ou pesquisas que avaliem o cumprimento da base curricular em sala de aula.
Mas, por outro lado, o alerta sobre a carência de projetos antirracistas vem justamente em respostas coletadas pelo governo federal diretamente com os responsáveis por administrar as escolas do Brasil e ganha ainda mais em evidência nesta segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra.
A relevância desse tipo de iniciativa tem no seu cerne o combate ao preconceito - inclusive dentro do próprio ambiente escolar, que está no topo da lista de locais onde os brasileiros afirmam sofrer violência racial.
Só em São Paulo, por exemplo, as denúncias de discriminação em escolas estaduais registradas somente neste ano passaram de 3 mil e incluem relatos de crianças sendo chamadas de "escravo", "macaco" e "urubu".

Fonte: G1


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